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Arquivos para a Categoria ‘Andarilha em Brasilia’

Xô Gilmar! Velas e manifestantes tomaram conta da Praça dos Três Poderes

Xô Gilmar! Velas e manifestantes tomaram conta da Praça dos Três Poderes

Cerca de 500 pessoas participaram na noite desta quarta-feira (6), em Brasília, do movimento contra o presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes.
Os manifestantes acenderam velas em frente ao Supremo Tribunal Federal e pediram a saída do ministro. Crianças e índios deram um tom especial na Praça.

“As velas significam uma nova luz no Judiciário; viemos aqui para pedir uma reconstrução. A gente acha que uma luz nova só é possível com a saída do Gilmar Mendes, que representa parcialidade no Judiciário, que decide velozmente a favor do Daniel Dantas e lentamente a favor de outros grupos sociais”, disse João Francisco Araújo Maria, coordenador do Movimento Saia às Ruas.

A sociedade sabe quem é Gilmar Mendes?

“Acho que a sociedade brasileira tem um sentimento pouco disperso. O pessoal da classe popular não sabe direito o que é STF, mas quando fala que o Gilmar Mendes é o ministro que soltou o banqueiro rico, o pessoal fica indignado. Então, há um sentimento disperso que a Justiça é parcial e que a representação disso é feita no ministro Gilmar Mendes”.

O ato central foi em Brasilia. Segundo os organizadores, não se tratou de um movimento em apoio ao ministro Joaquim Barbosa, mas de que sua fala – de que o Gilmar estivesse destruindo o Judiciário – é uma “fala ressoante na sociedade”.

Fora Gilmar!
By AndreaVG – Cineasta e documentarista

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Outono. Final de tarde regada a arco-iris na Esplanada dos Ministérios.

É lá que está escondido o potinho de ouro.

É lá que está escondido o potinho de ouro.

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Desde sexta-feira (3), funcionários de empresas particulares que prestam serviços de limpeza em órgãos do Governo Federal e do GDF estão em greve.

As reivindicações são justas: reajuste salarial de 12% e elevação do valor do tíquete alimentação de R$ 6,15 para R$ 10. A categoria recebe menos do que um salário mínimo, atualmente em R$ 465.

Então, dá pra imaginar o quanto é difícil – ou quase impossível – viver com um salário menor do que o fixado pelo Governo e numa região onde o custo de vida é um dos mais altos do país.

Na contramão das reivindicações, o Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e Serviços Tercerizáveis (Seac-DF) oferece 8,32% de aumento e tíquete de R$ 7.

Confesso que, a princípio, não tinha dado tanta importância para o movimento. Fui pega de surpresa e achava que se tratava apenas de paralisação de um dia. Ainda que tenha que buscar o cafezinho na copa e levantar de hora em hora para pegar água, sou extremamente a favor e torço para que consigam o que é justo e de direito.

A categoria entrou em greve num momento em que parte dos trabalhadores terceirizados do Governo Federal – que não são da limpeza – está sendo substituída pelos que passaram nos concursos. No caso do Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 1.800 entre nível médio e superior serão substituídos nas áreas administrativas.

No caso do GDF, o governador Arruda deu prazo para que os trabalhadores das empresas de serviços retornem às suas atividades até amanhã, dia 8.

Vamos torcer para que a justiça prevaleça e os patrões paguem salários dignos.

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Há alguns meses, postei neste blog um texto dizendo que estaria aqui, até abril, quando vencesse o aluguel (A liberdade dói; 2 de fevereiro).

Abril chegou e aqui estou: renovo, mudo ou vou embora definitivamente?

 

Quando lancei este blog, em hipótese alguma tinha a intenção de que o mesmo fosse meu diário virtual. Mas como falar da cidade sem expor algum tipo de sentimento, percepção?

Bras – ilha é isso mesmo que você vê: para alguns a promessa de algo, para outros, o exílio. No meu caso, as duas coisas. Para alguns colegas, que já voltaram para suas terras, a segunda alternativa.

Quem chega a Brasília deve estar preparado: ao mesmo tempo em que a beleza do céu azul impacta qualquer migrante, a arquitetura aberta da cidade leva o individuo, depois de algum tempo vivendo aqui, à introspecção. Mas nada do que uma boa terapia não possa resolver. Por isso, se tiver que vir, esteja preparado.

 

Lembro-me de quando voltei pra cá pela segunda vez e a busca por uma moradia.
Alugar algo é muito complicado – tanto em termos de burocracia quanto de bom lugar pra ficar – e a “indústria” do aluguel adiantado corre solta. Em alguns casos, é preciso pagar 4 vezes o valor. Mas se você tiver sorte, pode conseguir porprietário que só peça um mês de adiantamento. Sem falar nas imobiliárias: dois fiadores com imóvel na região e, recentemente, apresentação de declaração de imposto de renda (!?!?!).

Nada disso era possivel enxergar há pouco mais de dois anos: puro barro

Nada disso era possivel enxergar em Águas Claras há pouco mais de dois anos: puro barro

Parte 2 –
Atualmente moro em Água Claras, “o maior canteiro de obras do Brasil”. Saí do Plano ano passado e vim pra cá. A cidade – ou bairro – é uma espécie da zona Leste de São Paulo – para os paulistas; ou Barra, como já disseram alguns colegas cariocas.

O lugar é novo – deve ter uns dez anos – e a única vantagem em relação ao Plano Piloto fica por conta dos prédios novos, onde os banheiros são com janela (esqueceram de colocar esse “pequeno detalhe” nos banheiros dos apartamentos da Asa Norte e Sul).

Por outro lado, há apenas uma via de acesso à Brasília, o que torna possível imaginar o trânsito. Diferentemente da horizontalidade do Plano, Águas Claras é extremamente vertical, com prédios de até 22 andares.

 

Tive a oportunidade de conhecer o lugar há mais ou menos dois anos. Não tinha metade dos prédios construídos hoje. Ainda lembro-me do corretor falando:

“Aqui vamos construir uma praça; ali vão ter tantos prédios…”

Bom, achava tudo aquilo balela porque não conseguia enxergar nenhuma praça nem tão pouco acreditava que todo aquele barro iria ser preenchido com tantos e tantos prédios.

Hoje, a situação é bem diferente: em pouco tempo, prédios e mais prédios subiram – e ainda tantos outros estão para subir! – sem o mínimo espaço entre um e outro. E detalhe: esqueceram-se das calçadas.

Diferente de tudo que se possa imaginar

Diferente de tudo que se possa imaginar

Resumidamente…
Mas o que eu quero dizer – ou repetir – é o seguinte:
Caso tenha que vir a Bras – ilha, esteja preparado.
O lugar é bonito; é possível fazer remo, colher jaca na rua. Mas esteja preparado: a cidade é isso mesmo que você vai ver.

E você, o que consegue enxergar? Quando bebo vinho e vejo o metrô passar por detrás dos prédios, uma Nova Iorque...  Mas o vinho ter que ser muito bom.

E você, o que consegue enxergar? Quando bebo vinho e vejo o metrô passar por detrás dos prédios, uma Nova Iorque... Mas o vinho ter que ser muito bom.

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Quando estava em São Paulo, sempre ouvia dizer que Bras – ilha era um convite à solidão. Não tomei isso como verdade e acabei aceitando um posto de correspondente, no jornal em que trabalhava, nesta bonita cidade do céu azul.

 

Três meses de moradia, alguns relatórios do Banco Central e tantas outras reuniões do Copom me fizeram, em pouco tempo, acatar como verdade aquilo que tinha ouvido: sim, Bras – ilha era mesmo um convite à solidão.

 

Não deu outra: voltei para São Paulo.  Em solo paulista corri – literalmente – por todas as ruas da cidade, incluindo o ABC. Somando todas as corridas de rua que participei de 10 km e 21 km consegui recuperar, em pouco tempo, os mais de 1.200 km que separavam SP do quadradinho do centro-oeste.

 

Saudades do céu azul, voltei pra Bsb.

 

Dizem que a vida é um ciclo. No meu caso, ciclo que se repete a cada quatro anos. Esse ciclo voltou e cá estou eu novamente: Bras – ilha e o seu convite à solidão.

 

Como da primeira vez que voltei pra São Paulo, o sentimento floresceu em época de carnaval. Momento propício? Não sei; talvez não tenha gostado do novo enredo que a vida me proporcionara.

 

Saio às ruas para desmistificar o que tenho ouvido de grande parte da população forasteira: sim, Bras – ilha…

 

Não é possível que esse seja um sentimento tão comum. Então penso se não seria hora de desconstruir esse arficialismo que a cidade impõe. Porque não é possível que tenha que sair daqui mais uma vez para encontrar aquele que seria o meu reflexo.

 

Então, penso em desconstruir.

 

Sim, desconstruir. Desconstruir as linhas retas; o construtivismo que não permite chegar a lugar algum. Quebrar a barreira, desarmar o forasteiro e o cidadão que moram aqui.

 

Penso num movimento: Desconstruindo o construtivismo; o artificialismo de Bras- ilha.

 

Valeria à pena?  Ou seria apenas um sonho?

 

*

 

Ontem fui ao cinema com alguns colegas. Confesso que, a principio, não assistiria ao filme pelo titulo nem pelos atores.

Mas ainda assim, em meio a pipocas e coca-cola, me fez refletir sobre vários aspectos da minha vida.

 

Se tiver oportunidade, a Academia de Tenis tá bem ali (rs).

Depois me conte o que achou.

 

Foi Apenas um Sonho
Revolutionary Road

 

Destaque para o personagem surtado - sensatez por detrás da loucura

Destaque para o personagem surtado - sensatez por detrás da loucura

http://www.candango.com.br/aplicacoes/cinema/index.cfm?fuseaction=apl.result_pesquisa&id_area=74&tipo=cinema&dir_aplic=cinema&id_cinema=0&id_filme=2337

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Depois dos outlets, agora é a vez das intrees.

Na Esplanada dos Ministérios, um pequeno grupo de colegas empreendedores viu que eram boas as chances de prospecção de mercado em cima de uma árvore.

  

Ação entre amigos - Bons negócios em Bras - ilha

Ação entre amigos - Bons negócios em Bras - ilha

 

Entre flores e frutos, penduraram o que de melhor tinham em termos de roupas. E não deu outra: a nata do funcionalismo público aprovou. A hora do almoço é parada certa para fazer a compra.

 

 

 

- O negócio é bom. É venda garantida, disse um dos gerentes do negócio.

 

No simpático espaço dividido com borboletas e passarinhos, é possível encontrar desde pequenos mimos até o fashion agasalho Nike.

 

Esplanada dos Ministérios - Fique fashion por R$ 100

Esplanada dos Ministérios - Fique fashion por R$ 100

 

Quanto custa? Depende. A bijuteria sai por R$ 10; o agasalho, R$ 100. Pagamento a vista tem desconto. Parcelado, o preço volta ao normal.

 

Apenas R$ 10 - só a vista

R$ 10 - só a vista

 

O dono do negócio não quis comentar qual a expectativa de venda para este ano. Como todo empresário, apenas disse que espera crescimento maior do que no ano anterior.

 

Ah, como nos velhos tempos da Gazeta Mercantil. . .

  

 

* intrees - expressão inventada; espaço utilizado em árvores para fazer escambo de mercadorias.

 

 

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Pessoas II

Pessoas II

Silmara Cossolino – III Panorama Brasilia de Artes Visuais – 2009
Abertura sexta-feira (6/02); às 19h30
Galeria Foyer da Sala Villa Lobos
Teatro Nacional
Brasília
sil1

Fichando o quadro

 

Fila de espera

 

Beautiful day - preenchendo ficha para a primeira mostra

Beaultiful day - preenchendo ficha para a primeira mostra

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Depois de três anos a coisa acaba. Alguém bate na porta do meu apartamento, despeja duas sacolas abarrotadas de coisas e diz que a situação é “insustentável”.

 

Ok. Após várias tentativas, um quadro pintado e o inicio da terapia vi que deveria tomar o meu rumo. Afinal, o amor acabou e, sem ele, perdi o papel principal desse seriado.

 

Depois de um término, a difícil tarefa é voltar ao eixo central. Telas, pincéis, tintas, livros, DVDs, documentários, notebook, internet móvel, celular com câmera, caneta e bloco de anotações tornaram-se meus aliados.

 

Andarilha em Brasília: foi assim que passei a me sentir desde então. O canto de um bar, a mesa de um café e a passagem pelas ruas me levam a uma observação.  É como se fosse um encontro – ou reencontro –  tendo como reflexo o lugar – em sua maior parte árido – onde moro.

 

Aos poucos, descubro outra cidade: paro para anotar, escrever, esboçar, filmar, tirar foto, entrevistar. Sem medo ou pudor.

 

Depois, escrevo no blog, faço uma instalação ou pinto uma tela. Não existe uma ordem de importância, mas sim o momento.

 

Até abril, quando vence o aluguel do apartamento, estarei aqui.

Depois disso? Prefiro esperar pela próxima parada.

 

Parada para uma tattoo:

 

“A liberdade dói”.

(jiyuu)

http://www.nj.com.br/kanji/kanjis/l_liberdade_jiyuu.jpg

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